9 de janeiro de 2026

constelações urbanas



Só hoje percebi o tanto de tempo que passei para voltar escrever algo aqui, nem que seja simplesmente pra soltar as publicações que estavam no rascunho. 

A semana foi meio estranha, acho que tenho entrado em um nível de ansiedade que me desconcentra. Aos poucos venho tentado abstrair e juntar flor por flor por aí. Mas no fim as coisas ficam bem - sempre ficam. Lembrei das fotos que estavam guardadas na câmera. Em alguma semana passada peguei a mochilinha e parti para a casa de grandes amigas. A conversa foi tão inteira e boa que só registrei a vista depois das cinco da tarde. Vocês são esquecidos assim? Quando o papo tá bom eu sempre. 







“Há alguns que nascem com estrelas e outros com mais algumas, e mesmo que você não queira acreditar, nasci com constelações…”
f r i d a  k a h l o 




Vejo vocês no Instagram 

18 de maio de 2025

dez anos do poético diário

a febre do tumblr durante a minha adolescência foi real. lembro de ter mudado o título do meu blog por várias vezes e aqueles dois anos frenéticos na rede, renderam outras incontáveis alterações no meu layout, enquanto eu tinha o meu primeiro contato com HTML e CSS. foram tempos bons, mas que não conseguiram superar a emoção de criar este blog, o poético diário.

lembro de na época estar chateada, triste; de mau humor. queria muito fazer algo legal por mim. e fazer algo legal se resumiu a abraçar a escrita de novo, através do blogger. deu muito certo. hoje vejo que muitas pessoas têm partido pra esse lado das palavras, como há dez anos, e quem não tem um diário virtual fala de maneira saudosa dos tempos de blogosfera. já me perguntei muito o porquê de as pessoas sentirem isso e a resposta é simples. esse registro da vida, do que escapa, de alguma forma, faz a nossa vida ficar aqui de forma permanente. dedicar algum tempo às letras é bonito. saber que dedicou um tempo a esse registro é bonito.



hoje, apesar de tantos posts da época estarem em rascunho, arquivados, lembrar que um dia os escrevi, fotografei, me lembra que sempre estive viva, sentindo que talvez amar as artes visuais é muito porque naquele maio, aos dezoito anos, "poético diário" surgiu na minha cabeça; como mágica. os parágrafos sem nexo, as histórias sem combinação, que só queriam ir parar no teclado. existia algo meu que eu queria que fosse do mundo. acredito que até hoje continuo assim. dez anos depois.

no instante em que escrevo esse texto começa a tocar a quai, do yann tiersen. foi nessa época, anos atrás que decidi que essa música seria a trilha sonora da minha vida. por algum motivo ela se tornou e continua sendo. a melodia crescente, melancólica, fala ao meu ouvido sobre um desejo por tudo o que for criativo. depois de viver tantas coisas desde 2014, tenho a certeza de que fiz dela uma oração. 

eu simplesmente tinha decidido sair daqui sem me despedir. no linkedin, coloquei que fui "diretora" deste espaço por nove anos. eu mal sabia que ficaria incomodada com esse nove tão solitário. nove. no fim, foram dez anos. sair sem um adeus é menos dramático, este lugar merece um último texto e palavras que vêm direto do coração. após tantos meses longe de tudo, retomar algum texto é uma glória. a maior delas. passei tanto tempo isolada de mim, quieta, quase esquecida do que um dia me manteve de pé. escrever com a cabeça erguida também é uma glória.

por isso, deixar o nome poético e esse lugar existindo faz tanto sentido. a grande mudança é que tenho planejado isso aqui: começar novos escritos numa newsletter, mas (ainda) deixar este lugar ativo, vivo, acessível. o substack me parece uma alternativa mais fácil de as pesssoas serem sinalizadas quando algo novo é criado - ao menos senti isso sendo leitora de outras pessoas - e isso, talvez apenas isso, tenha feito com que eu me apaixonasse por maneiras novas de contar sobre as coisas (também novas) que me cercam.

sinto que preciso contar mais sobre o que tenho vivido com as artes visuais, a pesquisa, o que tenho lido, escutado. quanto mais o tempo passa, mais sinto que esse registro sobre a vida é o que move tudo. espero que vocês sintam o mesmo, pois continuarei fazendo isso: sentindo.

vejo vocês no instagram e no substack.

com amor,

(lary)ssa

17 de outubro de 2023

o mesmo lugar


gosto de levar a câmera para os lugares. ver as luzes do fim da tarde sempre me traz algum sentimento bom. no caso das fotos de hoje, as fiz em setembro, lá no aeroclube, um dos meus lugares favoritos da vida.






28 de setembro de 2023

primavera

eu era muito pequena quando via a minha avó materna conversando com plantas. ela não tinha roseiras fincadas ao chão, mas samambaias erguidas em paredes e muitos vasos com folhas bonitas de comigo-ninguém-pode e antúrios brancos - os meus favoritos até hoje. cresci amando plantas e vendo a minha mãe continuar a conversar com as minhas "irmãs". até hoje elas estão conosco. algumas folhas enormes, outras pequenas. então chegou a primavera, e logo me coloquei a registrar os detalhes dessas bonitas do meu jeito favorito: em preto e branco. nas imagens, a dracena-vermelha e os lírios-da-paz.









© , Todos os direitos reservados. BLOG DESIGN BY Sadaf F K. / Modificado por Laryssa Andrade